quarta-feira, 22 de novembro de 2023

Vontade de ajudar

 








Aquele era o dia que a família se reunia para fazer o Evangelho no Lar. Após a oração, feita pelo pai, deram por terminada a reunião.

Tomaram um copinho de água fluidificada e conversavam, enquanto a mãe colocava a mesa para o lanche, falando sobre o assunto que o Evangelho, aberto ao acaso, lhes trouxera para reflexão, mostrando a necessidade de se desenvolver o amor ao próximo.

Enquanto a mãe preparava o lanche, o pai e os filhos comentavam sobre o texto, falando sobre a importância de ajudar todas as pessoas que estivessem precisando. Nesse momento Júlio comentou:      

— Papai, mas tem gente que abusa da nossa boa-vontade! Muitas vezes não estão nem precisando e pedem algo por hábito.

Carla, gêmea do irmão, ouviu as palavras dele e retrucou:

— Júlio, mas o Evangelho nos convida ao socorro de todos os necessitados! Como saber quem realmente precisa ou quem está abusando das pessoas?!...  

O menino pensou um pouco e respondeu:

 — É só ver como pedem! Tem gente que tem tudo em casa e vive pedindo!...

O pai, desejando manter o ambiente de paz que se fizera com a reunião, interferiu:

 — Meus filhos! Não julguem. Vamos tomar o lanche que a mamãe preparou para nós.

Os filhos concordaram e começaram a se servir, esfomeados.

No outro dia, Carla foi à escola e viu sua amiga Viviane com uma roupa velha e até rasgada. A professora Aurora, vendo a aluna sem o uniforme escolar, perguntou por que ela viera sem ele, ao que ela respondeu:

— Minha mãe lavou meu uniforme, porém não conseguiu que ele secasse por causa da chuva. Então, para não faltar às aulas, achei que era melhor vir assim mesmo — ela respondeu, corando de vergonha.

— Mas você só tem um uniforme, Viviane?

— Sim, professora! É que nossa casa foi inundada pelas chuvas que caíram nestes últimos dias. Então minha mãe está lavando e limpando tudo, enquanto meu pai conserta o estrago que a chuva fez! Quebrou o telhado e a água invadiu nossa casa. Um horror!...

Os alunos caíram na risada, mas a professora fez um sinal para que parassem com a brincadeira, afirmando:

— Isso é sério! É uma colega de vocês que, em virtude das chuvas, precisa de ajuda! E se fossem vocês que estivessem na condição dela? Aliás, todos vocês deveriam ajudar Viviane para que ela pudesse ter outro uniforme.

Os alunos baixaram as cabeças, sentindo-se envergonhados por terem-se divertido com a situação da colega. Depois, uma das alunas levantou a mão e disse:

— Professora, Viviane e eu usamos o mesmo número; pensei em dar-lhe uma camiseta. Mamãe comprou-me três, pois estavam em promoção!

— Muito bem, Betina. Quem mais deseja dividir o que tem com Viviane?        

— Eu posso dar-lhe uma calça comprida. Somos do mesmo tamanho! — disse outra.

Logo outro levantou o braço e ofereceu uma blusa de lã; outra colega ofereceu um par de tênis, e assim por diante.

— Obrigada, amigos! Estou mesmo precisando de uniformes! ­— contente, ela agradeceu aos colegas.

Nesse momento, Carla teve uma ideia:

— Por que não vamos até a casa da Viviane? Assim ficaremos sabendo o que a família realmente precisa.

Todos bateram palmas. Combinaram que no término das aulas, naquele dia, os colegas acompanhariam Viviane até sua casa. Ao soar o sinal, os alunos saíram juntos, rumo à casa da colega, após avisarem suas famílias que iriam à casa de uma colega com a professora. 

Ao chegar, ficaram tristes com os estragos que a chuva fizera, mas prontificaram-se a ajudar na reconstrução. A professora levou pão e queijo para fazerem lanches, e a mãe de Viviane fez sanduíches para todos, já que não teriam almoço, e puseram-se a trabalhar: carregaram madeiras, tijolos, sacos de cimento, cal e muito mais. Quando terminou o dia, estavam cansados, porém felizes.

Todos se abraçaram preparando-se para voltar aos seus lares. Sentiam-se muito satisfeitos por terem trabalhado ajudando a família da colega. Os pais dela agradeceram a ajuda da classe e abraçaram a todos os garotos.

 A união entre eles aumentara muito e todos estavam felizes. Alguém lembrou que havia outras pessoas com problemas em virtude das chuvas. E, trocando um olhar, eles decidiram que iriam ajudar outras famílias. Afinal, agora tinham experiência e já sabiam como fazer! Poderiam ajudar muita gente!...

 Terminado o serviço, antes de irem embora, sentindo-se contentes, por terem podido ajudar aquela família com boa vontade, fez com que seus rostinhos se iluminassem com lindos sorrisos.

 Lembrando-se de sua casa, Júlio sugeriu:

 — Podemos fazer uma prece, agradecendo a Jesus por termos podido ajudar?

 Os pais de Viviane sentiram os olhos cheios de lágrimas e concordaram com a sugestão.

 — Quem fará a oração? — indagou o pai de Viviane.

 — Eu posso fazer! — disse Júlio, cheio de boa vontade.

 E fechando os olhos, ele agradeceu a Jesus pelo dia que tiveram, pedindo paz para aquela casa e para as casas de todos os alunos, inclusive a sua.

 Antes de sair, despediram-se dos pais de Viviane com um abraço. Todos estavam felizes!  

 MEIMEI

 (Mensagem recebida por Célia X. de Camargo em 28/01/2017)

 

terça-feira, 14 de novembro de 2023

A Evangelização Espírita, a criança e o evangelizador

 


Baseado no modelo de perfeição de Jesus Cristo, o processo de evangelização se preocupa mais com a formação moral e a criação de altos valores do que com a religião em si.

Afinal, para o evangelizador, Jesus se preocupava em tornar os ser humanos melhores para si mesmo, independente da religião professada.

A moral cristã, criada pelos ensinamentos de Jesus, indica que só o amor é capaz de transformar os seres humanos e torná-los adequados para o reino do céu.

Na religião espírita, o amor torna o espírito cada vez mais elevado, capaz de conseguir realizar suas missões na terra e fazer com que sua existência valha a pena.

Em aulas são oferecidos exemplos para que os alunos possam compreender e assimilar os conceitos de respeito, amor ao próximo e fé, capazes de melhorar a própria existência e a de outras pessoas.

Para o espírita, as crianças são espíritos reencarnados e que mantém ainda algumas habilidades desenvolvidas em suas inúmeras existências. Através dos ensinamentos da religião, elas poderão aperfeiçoar essas habilidades e a preparando para os desafios dessa nova existência.

O evangelizador precisa ter sensibilidade aguçada, para oferecer ao aluno a tranquilidade necessária ao aprendizado. Também precisa ter coerência com o que ensina, empatia, conhecimento teórico e responsabilidade tanto com as pessoas ao seu redor, quanto as crianças e a própria religião.

A evangelização pode ser iniciada desde o início da vida de uma criança, chamada de maternal, através de histórias infantis e livros lúdicos.

Quando a criança já está alfabetizada, o processo é mais completo, com apostilas, livros paradidáticos, atividades dinâmicas, estudos teóricos e outros recursos criados pelo evangelizador, que tornam a assimilação muito mais fácil.

Há também desenhos animados, cujas histórias são exemplos de situações evangélicas, mas com conteúdo próximo a realidade da criança, para que ela possa compreender melhor sobre a religião e colocar em prática esses conceitos de forma sutil.

Fonte: Portal Espírita Brasil

 

domingo, 12 de novembro de 2023

segunda-feira, 6 de novembro de 2023

Jesus e a Caridade

 










Toda a moral de Jesus se resume na caridade e na humildade, isto é, nas duas virtudes contrárias ao egoísmo e ao orgulho.

O próximo a quem precisamos prestar imediata assistência é sempre a pessoa que se encontra mais perto de nós.

Jesus praticava a caridade sempre. Usava da BENEVOLÊNCIA para com todos, INDULGÊNCIA para as imperfeições dos homens e PERDÃO das ofensas que recebia.

O amor e a caridade são o complemento da Lei de Justiça, pois amar o próximo é fazer-lhe todo o bem que nos seja possível e que desejáramos nos fosse feito. Tal o sentido destas palavras de Jesus: “Amai-vos uns aos outros como irmãos.”

A caridade, segundo Jesus, não se restringe à esmola, abrange todas as relações em que nos achamos com os nossos semelhantes, sejam eles nossos inferiores, nossos iguais ou nossos superiores.

A caridade moral consiste em se suportarem umas às outras as criaturas.

Saber calar-se, deixando fale outro mais tolo. É um gênero de caridade isso. Saber ser surdo quando uma palavra zombeteira se escapa de uma boca habituada escarnecer, não ver o sorriso de desdém com que vos recebem pessoas que, muitas vezes erradamente, se supõem acima de vós.

Muitas vezes não dispomos do necessário ao nosso próprio sustento, portanto fica-nos difícil alimentar outras bocas ou assistir financeiramente o nosso próximo. No entanto, existem outras maneiras de se fazer caridade. Podemos fazê-la por pensamentos, por palavras e por ações. Pelo pensamento orando pelos menos favorecidos. A prece feita de coração alivia as dores daqueles por quem pedimos. Por palavras, aconselhando os nossos companheiros de todos os dias, dando-lhes ânimo e coragem para enfrentarem as dificuldades. Através de ações, exemplificando o bem, favorecendo o crescimento moral daqueles que nos cercam.

O próximo a quem precisamos prestar imediata assistência é sempre a pessoa que se encontra mais perto de nós.

Em suma, ajudar, por todos os modos, a criatura que se avizinha de nossos passos. E como a Lei Divina recomenda amemos o próximo como a nós mesmos, preparemo-nos para ajudar infinitamente.

Bibliografia:

Obras de Allan Kardec e Emmanuel