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quinta-feira, 28 de agosto de 2025

A Jornada de Luz do Pequeno Léo

 

Era uma vez um menino chamado Léo, curioso e cheio de perguntas sobre o mundo. Ele morava numa cidadezinha tranquila, onde todas as noites olhava para o céu e se perguntava: “De onde viemos? Para onde vamos? Por que algumas pessoas são tão diferentes?”

Um dia, na escola de evangelização espírita, a professora Clara trouxe um livro com capa azul e dourada. — Este é o Livro dos Espíritos, escrito por um homem muito sábio chamado Allan Kardec, disse ela com um sorriso. — Ele fez perguntas aos espíritos e escreveu as respostas para nos ajudar a entender a vida!

Léo ficou encantado. Era como se alguém tivesse conversado com o céu e anotado tudo!

 A Biblioteca Secreta

Naquela noite, Léo sonhou que estava numa biblioteca mágica. Os livros brilhavam e flutuavam! Um senhor gentil, com barba branca e olhos bondosos, apareceu. — Olá, Léo. Sou Kardec. Quer conhecer os livros que ajudam a entender o amor, a justiça e a vida espiritual?

Léo assentiu com entusiasmo. Kardec mostrou cinco livros:

O Livro dos Espíritos: “Aqui estão as respostas sobre Deus, os espíritos e o sentido da vida.”

O Evangelho Segundo o Espiritismo: “Este ensina como viver com amor, como Jesus ensinou.”

O Livro dos Médiuns: “Fala sobre como os espíritos se comunicam conosco.”

O Céu e o Inferno: “Mostra que ninguém está condenado, e que o bem nos leva à paz.”

A Gênese: “Explica como tudo começou, com ciência e fé caminhando juntas.”

Léo folheava os livros e via cenas de bondade, perdão, e crianças ajudando umas às outras. Ele viu que cada boa ação brilhava como uma estrela no céu.

 A Missão de Léo

Ao acordar, Léo sentiu seu coração leve. Ele correu até a professora Clara e disse: — Eu quero ser uma estrela de luz! Quero ajudar, perdoar e aprender mais sobre os ensinamentos dos espíritos!

Clara sorriu: — Então você já começou sua jornada, Léo. E com Kardec como guia, você nunca estará sozinho.

Carlos Pereira – Tema: Kardec e as obras básicas

quinta-feira, 22 de agosto de 2024

História do Espiritismo

 







Por toda a história da Humanidade, sempre existiram pessoas capazes de perceber a presença dos espíritos, as suas mensagens e suas influências no mundo material. Mas as pessoas não conheciam muito sobre esse assunto e ficavam com medo de qualquer coisa relacionada a espíritos.

Se alguma criança falasse que estava vendo um espírito, por exemplo, ninguém sabia direito o que fazer. Às vezes acreditavam, mas ficavam apavorados. Levavam a criança para alguém que soubesse rezar para tentar afastar o espírito. Outras vezes, não acreditavam e brigavam com a criança dizendo para ela não inventar histórias.

Um dia, lá em Paris, na França, um professor muito inteligente e estudioso foi convidado por um amigo a frequentar reuniões nas quais havia manifestações de espíritos. Durante as reuniões, alguns objetos se mexiam e eles podiam conversar com os espíritos e fazer-lhes perguntas.

Esse professor era Allan Kardec. Ele não ficou com medo dos espíritos, pelo contrário. Ficou muito interessado e quis saber cada vez mais sobre tudo o que se passava naquelas reuniões e o que os espíritos tinham a dizer.

Allan Kardec chamou as pessoas que percebiam os espíritos de médiuns, que quer dizer intermediários. Os médiuns que viam espíritos foram chamados de videntes. Os que ouviam eram os audientes. Outros escreviam mensagens e foram chamados de médiuns de psicografia. Havia ainda os que falavam, como se fosse o espírito que estivesse falando, e foram chamados de médiuns de psicofonia. E assim por diante.

Os espíritos disseram a Allan Kardec que eles eram os homens e mulheres que viveram aqui na Terra e que, depois que seus corpos morreram, foram para o mundo espiritual.

Allan Kardec conversou com eles muitas vezes e perguntou sobre vários assuntos. Ficou sabendo que existe a reencarnação, que é a possibilidade de os espíritos nascerem de novo em outro corpo, e que Jesus foi o espírito mais evoluído que já nasceu na Terra. Ele também soube que Deus existe, é bom, justo e fez as leis morais que a gente deve seguir. Ele entendeu também que todos os espíritos são criados por Deus para evoluírem e serem felizes, e quem é mau é porque ainda não evoluiu.

Allan Kardec aprendeu muitas e muitas coisas. Era tanta coisa, que ele organizou, classificou e publicou os ensinamentos em livros. Assim surgiu a Doutrina Espírita ou Espiritismo, que é uma religião, pois nos ensina coisas boas que nos aproximam de Deus. É também uma ciência, pois estuda os fenômenos ligados aos espíritos e à mediunidade. E é ainda uma filosofia, pois trata dos mistérios da vida e da morte.

O Espiritismo não nasceu, portanto, da vontade de Kardec de fundar uma religião, mas sim da sua vontade de conhecer a verdade.

Allan Kardec não foi o inventor o Espiritismo, pois o conhecimento veio dos espíritos e não dele. Ele é chamado de codificador do Espiritismo e é muito reconhecido pelo trabalho que realizou, pois não foi nada fácil. Em verdade, ele enfrentou muitas dificuldades para realizar seu trabalho.

Primeiro, ele teve que contar com a colaboração dos médiuns e identificar quais eram os que transmitiam as mensagens dos espíritos corretamente. Alguns médiuns misturavam as ideias dos espíritos com as deles mesmos, como é comum acontecer com médiuns que ainda não têm muito treinamento.

Além disso, mesmo o médium sendo bom, ainda havia a possibilidade de a mensagem ser de um espírito enganador, que falava coisas erradas só para se divertir e atrapalhar os estudos de Kardec. Muitas vezes, esses espíritos assinavam o nome de outros espíritos que eram bons e sábios para se passarem por eles. Mas Kardec aprendeu a reconhecer os que não eram bons, pela linguagem e o jeito de falar deles.

Kardec era muito esperto. Ele fazia uma pergunta e anotava a resposta. Depois, em outro dia, fazia a mesma pergunta, só que com outras palavras. Isso para ver se o espírito dava a mesma resposta. Ele também fazia aquela mesma pergunta, de novo, para outros espíritos, por meio de outros médiuns. Então ele comparava as respostas para ver se eram parecidas e se faziam sentido com outros ensinamentos.

Aos poucos, Kardec foi conhecendo vários médiuns. Muitas pessoas se interessaram em colaborar com seus estudos. Surgiram cerca de mil grupos ou centros espíritas, espalhados em diversos países. Allan Kardec enviava suas perguntas para eles e depois comparava as respostas com as vindas de outros lugares. Só assim ele podia garantir que as respostas fossem confiáveis e os ensinamentos verdadeiros.

Tanto Allan Kardec como os médiuns, e até os espíritos que enviaram as mensagens, já haviam sido preparados no mundo espiritual para essa grande e importante missão que foi dada a eles pelo nosso querido mestre Jesus.

Graças a essa maravilhosa equipe, temos hoje a Doutrina Espírita, que nos ilumina a mente e o coração e nos ajuda a evoluir e ser cada vez mais felizes.

Marcela Prada

 

quinta-feira, 13 de junho de 2024

Quem foi Allan Kardec?

Nesta aula em animação do canal da Tia Mônica vamos aprender sobre Allan Kardec e entender como é que alguns espíritos contribuíram para o surgimento da doutrina espírita.


 

terça-feira, 20 de outubro de 2020

O Codificador




















Eric estava voltando da aula de evangelização. Sua mãe havia conhecido recentemente o centro espírita por meio de uma amiga. Desde então, sua família vinha frequentando aquela instituição para ouvir ensinamentos e tomar passes. 

No caminho de volta para casa, a mãe perguntou: 

– Como foi a aula hoje, querido? Aprendeu alguma coisa nova? 

– Sim, mamãe. A aula foi sobre Allan Kardec – respondeu Eric. 

– Já ouvi falar desse nome na palestra a que assisti – comentou o pai. – Acho que foi ele quem escreveu o Livro dos Espíritos, que iniciou a Doutrina Espírita. Allan Kardec deve ter sido o inventor do Espiritismo! 

– Não, papai! – disse rapidamente o garoto. – A tia Natália explicou bem isso. Ele não pode ser chamado de “inventor”, porque as ideias do Espiritismo não vieram dele. Ela fez a gente repetir com ela a palavra “codificador”. Depois nós todos falamos juntos: “Allan Kardec foi o codificador do Espiritismo”. 

– Nossa! Nunca ouvi essa palavra! Ela explicou o que quer dizer? – perguntou a mãe, curiosa. 

– Explicou sim! Ela deu essa atividade para a gente fazer – disse o menino, mostrando para a mãe o trabalho que havia feito. – Cada um teve que montar um quebra-cabeça com as peças de cartolina e depois colar nesta folha. 

As peças unidas formavam o rosto de um homem e os dizeres: “Allan Kardec, codificador do Espiritismo”. 

Eric, então, continuou dizendo: 

– A tia Natália explicou que Allan Kardec juntou os ensinamentos que recebeu dos espíritos, do mesmo jeito que arrumamos as peças do quebra-cabeça. Codificar é isso: reunir tudo, formando uma coisa só. 

– É, realmente, faz sentido – disse a mãe. – Nas palestras a que tenho assistido, explicaram que coisas como espíritos, reencarnação e médiuns sempre existiram, mas não eram bem compreendidas. Como Allan Kardec era um pesquisador, ele estudou as manifestações dos espíritos e os conhecimentos que eles revelaram. Ele percebeu que as informações eram relacionadas entre si e faziam sentido, inclusive com os ensinamentos de Jesus. Assim foi formada a Doutrina Espírita! 

– Pois é, pelo jeito o codificador era mesmo muito esperto! – comentou o pai, com um sorriso. – Ele fez a parte mais difícil: codificou a Doutrina Espírita e escreveu os livros. Deixou tudo mais fácil para a gente! 

– É verdade, e nós temos que estudar. No próximo sábado estaremos lá no centro espírita de novo. Combinado, Eric? 

– Por mim, tudo bem, mamãe! Estou gostando da evangelização – respondeu Eric, sorrindo. 

Chegaram a casa e cada um retomou suas atividades de rotina. 

Na semana seguinte, e nas outras que se seguiram, eles mantiveram o compromisso de estudar o Espiritismo e frequentar o centro espírita. E também faziam o Evangelho no lar. 

A família de Eric percebeu que conhecer a Doutrina Espírita é compreender melhor as Leis de Deus e os ensinamentos de Jesus. É ter mais recursos para entender os acontecimentos da vida e ser cada vez mais feliz. 

Todos nós, que conhecemos o Espiritismo, nos lembramos com gratidão do nome do codificador: Allan Kardec. 

Marcela Prada

sexta-feira, 24 de maio de 2019

Minha nada Mole Encarnação: Fatos sobre Kardec

Em visita ao cenário original do filme Kardec, dirigido por Wagner de Assis e que já se encontra em cartaz nas telinhas de cinema do nosso país, Marina Miranda apresenta mais um dos episódios da série Minha Nada Mole Encarnação narrando fatos importantes e curiosos do codificador da doutrina espírita, Allan Kardec. No vídeo, acompanhe também a cenas inéditas da película.

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

História do Espiritismo



Por Marcela Prada

Por toda a história da Humanidade, sempre existiram pessoas capazes de perceber a presença dos espíritos, as suas mensagens e suas influências no mundo material. Mas as pessoas não conheciam muito sobre esse assunto e ficavam com medo de qualquer coisa relacionada a espíritos.

Se alguma criança falasse que estava vendo um espírito, por exemplo, ninguém sabia direito o que fazer. Às vezes acreditavam, mas ficavam apavorados. Levavam a criança para alguém que soubesse rezar para tentar afastar o espírito. Outras vezes, não acreditavam e brigavam com a criança dizendo para ela não inventar histórias.

Um dia, lá em Paris, na França, um professor muito inteligente e estudioso foi convidado por um amigo a frequentar reuniões nas quais havia manifestações de espíritos. Durante as reuniões, alguns objetos se mexiam e eles podiam conversar com os espíritos e fazer-lhes perguntas.

Esse professor era Allan Kardec. Ele não ficou com medo dos espíritos, pelo contrário. Ficou muito interessado e quis saber cada vez mais sobre tudo o que se passava naquelas reuniões e o que os espíritos tinham a dizer.

Allan Kardec chamou as pessoas que percebiam os espíritos, chamados de médiuns, que quer dizer intermediários. Os médiuns que viam espíritos foram chamados de videntes. Os que ouviam eram os audientes. Outros escreviam mensagens e foram chamados de médiuns de psicografia. Havia ainda os que falavam, como se fosse o espírito que estivesse falando, e foram chamados de médiuns de psicofonia. E assim por diante.

Os espíritos disseram a Allan Kardec que eles eram os homens e mulheres que viveram aqui na Terra e que, depois que seus corpos morreram, foram para o mundo espiritual.

Allan Kardec conversou com eles muitas vezes e perguntou sobre vários assuntos. Ficou sabendo que existe a reencarnação, que é a possibilidade de os espíritos nascerem de novo em outro corpo, e que Jesus foi o espírito mais evoluído que já nasceu na Terra. Ele também soube que Deus existe, é bom, justo e fez as leis morais que a gente deve seguir. Ele entendeu também que todos os espíritos são criados por Deus para evoluírem e serem felizes, e quem é mau é porque ainda não evoluiu.

Allan Kardec aprendeu muitas e muitas coisas. Era tanta coisa, que ele organizou, classificou e publicou os ensinamentos em livros. Assim surgiu a Doutrina Espírita ou Espiritismo, que é uma religião, pois nos ensina coisas boas que nos aproximam de Deus. É também uma ciência, pois estuda os fenômenos ligados aos espíritos e à mediunidade. E é ainda uma filosofia, pois trata dos mistérios da vida e da morte.

O Espiritismo não nasceu, portanto, da vontade de Kardec de fundar uma religião, mas sim da sua vontade de conhecer a verdade.

Allan Kardec não foi o inventor do Espiritismo, pois o conhecimento veio dos espíritos e não dele. Ele é chamado de codificador do Espiritismo e é muito reconhecido pelo trabalho que realizou, pois não foi nada fácil. Em verdade, ele enfrentou muitas dificuldades para realizar seu trabalho.

Primeiro, ele teve que contar com a colaboração dos médiuns e identificar quais eram os que transmitiam as mensagens dos espíritos corretamente. Alguns médiuns misturavam as ideias dos espíritos com as deles mesmos, como é comum acontecer com médiuns que ainda não têm muito treinamento.

Além disso, mesmo o médium sendo bom, ainda havia a possibilidade de a mensagem ser de um espírito enganador, que falava coisas erradas só para se divertir e atrapalhar os estudos de Kardec. Muitas vezes, esses espíritos assinavam o nome de outros espíritos que eram bons e sábios para se passarem por eles. Mas Kardec aprendeu a reconhecer os que não eram bons, pela linguagem e o jeito de falar deles.

Kardec era muito esperto. Ele fazia uma pergunta e anotava a resposta. Depois, em outro dia, fazia a mesma pergunta, só que com outras palavras. Isso para ver se o espírito dava a mesma resposta. Ele também fazia aquela mesma pergunta, de novo, para outros espíritos, por meio de outros médiuns. Então ele comparava as respostas para ver se eram parecidas e se faziam sentido com outros ensinamentos.

Aos poucos, Kardec foi conhecendo vários médiuns. Muitas pessoas se interessaram em colaborar com seus estudos. Surgiram cerca de mil grupos ou centros espíritas, espalhados em diversos países. Allan Kardec enviava suas perguntas para eles e depois comparava as respostas com as vindas de outros lugares. Só assim ele podia garantir que as respostas fossem confiáveis e os ensinamentos verdadeiros.

Tanto Allan Kardec como os médiuns, e até os espíritos que enviaram as mensagens, já haviam sido preparados no mundo espiritual para essa grande e importante missão que foi dada a eles pelo nosso querido mestre Jesus.

Graças a essa maravilhosa equipe, temos hoje a Doutrina Espírita, que nos ilumina a mente e o coração e nos ajuda a evoluir e ser cada vez mais felizes.

quarta-feira, 18 de abril de 2018

161 anos de O Livro dos Espíritos



Originalmente publicado em 1857, O Livro dos Espíritos marca o nascimento da Doutrina Espírita e inicia o conjunto de cinco publicações que formariam a Codificação Espírita organizada por Allan Kardec. Considerado o Consolador Prometido por Jesus Cristo, o Espiritismo apresenta um novo caminho e a crença de que a vida continua após a morte. Texto fundamental para conhecer e estudar a Doutrina Espírita, O livro dos espíritos traz 1.019 perguntas, sobre diversos temas, feitas por Kardec com as respectivas respostas dos companheiros espirituais, permitindo que possamos conhecer e entender inúmeras ações que nos acompanham diariamente.

terça-feira, 28 de junho de 2016

Allan Kardec, o Missionário de Jesus



Há muito tempo, numa família de pessoas sérias e respeitáveis, nasceu um menino. A chegada de um bebê é um dia muito especial para a família, por isso esse 3 de outubro de 1804 ficaria gravado para sempre em suas vidas. Os pais ficaram muito felizes com a chegada do bebê, cumulando-o de carinho e atenções. Deram-lhe o nome de Hippolyte Léon Denizard Rivail.

O papai, Jean-Baptiste, e a mamãe, Jeanne Louise, se debruçavam sobre o bercinho, pensando: Como será nosso bebê? O que será nosso filho quando crescer?

Tradicionalmente, vinham de uma família de pessoas inteligentes e cultas. O pai ocupava o cargo de juiz de direito. Era normal que se preocupasse com o futuro da criança.

Na França do século XIX a educação era difícil, e os professores tentavam instruir seus alunos através de castigos, de palmadas. Havia poucas escolas e, as existentes, normalmente eram para os mais privilegiados.

Por isso, o pai de Hippolyte Léon, desde que o filho era pequenino já procurava pensar para qual escola o mandaria quando chegasse à hora. Pesquisou bastante e decidiu-se pela Escola de Pestalozzi, na cidade de Yverdun, na Suíça.

Pestalozzi era um notável educador, famoso em todo o mundo. Assim, embora de família católica, o garoto foi mandado para um país protestante, aonde se tornou um dos mais conhecidos discípulos de Pestalozzi. Como professor, divulgou o sistema educacional do seu mestre, que veio a revolucionar o ensino na França e na Alemanha.

Hippolyte Léon tinha inteligência lúcida, notável raciocínio, sentimentos nobres, caráter reto e bons princípios. Com quatorze anos já dava aulas aos alunos menores, substituindo seu mestre quando ele precisava viajar.

Mesmo sendo um aluno brilhante, enfrentou discriminação por ser católico num país protestante. Os atos de intolerância que sofreu e que via outros sofrerem, o levaram a desejar uma reforma religiosa, na qual todas as pessoas fossem unidas e iguais entre si, não existindo diferença entre elas.

Mas ele não sabia como fazer isso!

Retornando à França, terminados os estudos, dedicou-se a dar aulas e fazer traduções de obras sobre educação e moral, para o idioma alemão, que conhecia profundamente. Escreveu diversos livros, fundou uma escola onde assumiu a tarefa de educar crianças e jovens para se tornarem homens dignos e respeitáveis como ele.

Por essa época, as manifestações dos Espíritos agitavam o mundo. O professor Rivail, como era chamado, começou a pesquisar o assunto e percebeu a importância desses fenômenos.

Mente lúcida, raciocínio claro e sempre disposto a aprender, aberto a novas idéias, logo se tornou um foco de luz, irradiando luminosidade para a sociedade em que vivia.

Pesquisou as manifestações dos Espíritos, comparou com as comunicações que lhe mandaram de diversos países, selecionou por assunto, formando um corpo de doutrina, a que deu o nome de Doutrina Espírita, ou Espiritismo.

Percebeu a relevância desses conhecimentos que vinham do Mundo Espiritual para esclarecer os homens na Terra. Assim, em 18 de abril de 1857 publicou a obra “O Livro dos Espíritos”, que contém toda a Doutrina Espírita, sob o pseudônimo de Allan Kardec. Como era um nome ilustre na França, tendo publicado vários livros, não queria influenciar as pessoas com seu nome.

Os fundamentos do Espiritismo são: 1) A existência de Deus. 2) A imortalidade da alma. 3) A comunicação entre os mundos material e espiritual. 4) A lei da reencarnação ou vidas sucessivas. 5) A pluralidade dos mundos habitados.

Assim, àquela criança nascida no início do século XIX, estava programada uma tarefa extraordinária: tornar-se o Codificador da Doutrina Espírita.

Como Mensageiro de Jesus, viria para transformar o mundo, auxiliado pelos Espíritos, levando esclarecimento, consolação, fé e esperança a todas as criaturas.

Com os ensinamentos dos Espíritos Superiores encontrou finalmente aquilo que buscava. Entendeu que todos os homens são irmãos e iguais perante a lei, diferenciando-se entre si apenas pelo grau de evolução e pelas conquistas morais alcançadas.

Allan Kardec é uma luz que resplandece no infinito como uma estrela de brilho intenso que jamais se apagará.


Célia Xavier Camargo

segunda-feira, 9 de março de 2015

Um Cara chamado Allan Kardec




Artur era um garoto muito estudioso e interessado em aprender. Naquela semana tinha uma tarefa para fazer em casa: pesquisar sobre Allan Kardec.

Ele sabia que Kardec havia organizado as lições recebidas de Espíritos elevados em cinco obras: O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns, O Evangelho Segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno e A Gênese. Mas ele queria saber mais.

Foi então à biblioteca. Lá, leu muita coisa interessante e ficou admirado com a inteligência, a organização, a dedicação e a bondade de Kardec. Artur achou ele um cara muito legal mesmo!

De repente, Artur percebeu que estava em Lion, na França. O ano era 1804. E ele viu nascer um garotinho, chamado Hippolyte Léon Denizard Rivail. Esse menino cresceu em um lar harmonioso, e era muito estudioso e educado.

Logo, o menino já era um rapaz e estudava na Suíça, com um professor diferente e bastante sábio, o professor Pestalozzi. Aprendeu muitas coisas e se tornou professor e escritor.

Artur viu Hippolyte retornando à França para dar aulas de Química, Física, Anatomia e Astronomia e escrever livros. Conheceu também a esposa dele, dona Amélie, uma professora alegre e caridosa.

Em 1855, Hippolyte começou a estudar o fenômeno das “mesas girantes”, que se moviam pela ação de espíritos desencarnados. Artur quis fazer perguntas, mas Hippolyte estava muito ocupado, pesquisando e organizando os ensinamentos dos espíritos, em vários livros; achou, então, melhor não incomodar.

O garoto percebeu que, nos livros, o autor tinha o apelido de Allan Kardec. E entendeu que era para as pessoas não pensarem que os livros tinham sido escritos por Hippolyte. Afinal, os ensinamentos desses livros eram de espíritos desencarnados que se comunicavam com a ajuda de médiuns*. Por esse trabalho, Kardec (Hippolyte) ficou conhecido como Codificador** do Espiritismo.

Artur viu quando, em 1869, Kardec desencarnou por causa de um problema no coração. Ficou muito feliz ao ver os muitos amigos que o receberam no mundo espiritual quando...

- Acorde, Artur! Acorde!

Artur viu que não estava mais na França...

Ele havia dormido na biblioteca, em meio aos livros!

Mas seu sonho parecia ter sido tão real...

* Médium: aquele que serve de intermediário (como meio de ligação) entre os espíritos desencarnados e os encarnados.
** Codificador: organizador.

Fonte: searadomestre.com.br

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Aprendendo a Canção: Allan Kardec

Aprendendo a canção que conta a história do codificador da doutrina espírita, Allan Kardec.




Acompanhe a letra


Allan Kardec


Quando aquele homem nasceu
Veio com uma missão
De nos trazer a obra da Codificação
Era grande professor
Denizard Hippolyte Léon Rivail
Da missão de educar ele nunca fugiu
O Espiritismo ele revelou
Doutrina de luz e amor
Virou, então, Allan Kardec, o Codificador
Obrigado, então, Allan Kardec, por nos ensinar o amor
Obrigado, então, Allan Kardec, nosso professor

Clésio Tapety