Senhor da Vida,
Fonte divina de toda luz e sabedoria,
neste instante de recolhimento elevamos o pensamento a Ti,
agradecendo o dom sagrado da palavra,
instrumento precioso que colocaste em nossas mãos
para construir, consolar e iluminar caminhos.
Ensina-nos, Pai, a compreender
que cada palavra pronunciada
é semente viva lançada no solo das almas.
Que jamais esqueçamos
que o verbo pode ser ponte de entendimento
ou lâmina invisível que fere corações.
Auxilia-nos a vigiar nossos lábios
antes que o orgulho, a impaciência ou a revolta
transformem nossa voz em fonte de perturbação.
Que saibamos silenciar quando o silêncio
for mais útil à paz do que a palavra impensada.
Inspira-nos, Senhor,
para que nossa fala seja sempre
reflexo da bondade que desejamos aprender.
Que a palavra em nós seja consolo para o aflito,
esperança para o desanimado
e orientação fraterna para aqueles que caminham conosco.
Se ainda falhamos,
se muitas vezes utilizamos o verbo
para julgar, ferir ou dividir,
concede-nos a lucidez do arrependimento
e a força humilde da reparação.
Que recordemos, Mestre Jesus,
teu exemplo de amor e equilíbrio,
pois de teus lábios sempre saíram
palavras de vida, misericórdia e verdade.
Permite que nosso falar seja simples,
nossa linguagem seja clara
e nosso pensamento seja puro,
para que o verbo que emitimos
não seja eco de nossas imperfeições,
mas esforço sincero de crescimento espiritual.
Faze de nossa palavra
um instrumento de caridade invisível:
que ela levante quem caiu,
acalme quem sofre
e fortaleça quem luta.
E quando o cansaço nos visitar,
lembra-nos de que a palavra também pode ser prece,
e que toda prece sincera
abre caminhos de luz entre a Terra e o Céu.
Assim, Senhor,
que nossos lábios aprendam a servir,
nosso pensamento aprenda a amar
e nossa palavra aprenda a edificar.
Hoje e sempre.
Que assim seja.
Glauco
Carlos Pereira










