Em um lindo jardim do mundo espiritual, existiam milhares de pequenas luzes brilhantes. Cada luz representava um Espírito em aprendizado. Algumas brilhavam intensamente como estrelas douradas; outras ainda tinham um brilho fraquinho, como vagalumes cansados.
No centro do jardim morava o sábio jardineiro Anselmo, que cuidava de todas elas com muito carinho. Todos os dias ele distribuía as mesmas sementes luminosas para cada pequena luz.
— Essas sementes são oportunidades de crescer — explicava ele. — Todas recebem a mesma quantidade. O que fará diferença é o que cada um decidir cultivar.
Entre as pequenas luzes havia três amigas: Clara, Dourinha e Nino.
Clara pegava suas sementes e logo começava a plantá-las. Regava com bondade, paciência e vontade de aprender. Quando errava, não desanimava; tentava novamente.
Dourinha também queria brilhar, mas às vezes dizia:
— Amanhã eu cuido disso...
E deixava suas sementes esquecidas pelos cantos do jardim.
Já Nino passava o tempo observando o brilho dos outros e reclamando:
— Não é justo! Alguns nasceram mais iluminados!
O velho Anselmo sorria com doçura e respondia:
— Todos começaram pequeninos. O brilho cresce com o esforço e as escolhas de cada Espírito.
Os dias foram passando. Clara começou a iluminar flores inteiras ao seu redor. Sua luz aquecia os amigos tristes e ajudava quem não encontrava o caminho.
Dourinha percebeu que suas sementes quase não haviam crescido. Então decidiu mudar. Passou a cuidar delas com dedicação, e pouco a pouco sua luz aumentou também.
Nino, curioso, perguntou:
— Então ninguém recebe privilégios?
Anselmo respondeu:
— Deus ama todos igualmente. Ele oferece oportunidades para cada filho aprender e evoluir. Mas a caminhada depende da vontade de cada um.
Nino ficou pensativo. Naquela noite, pela primeira vez, plantou uma sementinha com carinho.
E o jardim inteiro percebeu algo especial: sua luz, ainda pequena, havia começado a crescer.
Conclusão
Deus dá a todos as oportunidades de aprender e melhorar. Mas o crescimento espiritual é uma conquista que depende das escolhas, do esforço e da vontade de cada um.
Por Carlos Pereira














