terça-feira, 24 de março de 2026

As Palavras que Brilham

 

Era domingo de manhã no centro espírita Luz do Caminho. As crianças da evangelização infantil estavam reunidas em uma sala cheia de desenhos, livros e um grande cartaz escrito: “Fora da caridade não há salvação.”

A evangelizadora, Tia Helena, sorriu para o grupo.

— Hoje vamos falar sobre o poder das palavras.

Entre as crianças estavam Lucas, Marina, Pedro e Sofia. Todos eram curiosos e gostavam muito das histórias que aprendiam sobre Jesus e sobre os ensinamentos da doutrina espírita.

Tia Helena pegou uma pequena caixinha de papel e colocou no centro da roda.

— Imaginem — disse ela — que cada palavra que falamos é como uma sementinha. Algumas sementes fazem nascer flores lindas… mas outras podem virar espinhos.

As crianças ficaram pensativas.

O teste das palavras

No recreio, Lucas e Pedro estavam montando um castelo de blocos. Marina queria brincar também.

— Posso ajudar? — perguntou ela.

Pedro respondeu meio irritado:

— Não! Você sempre estraga tudo!

Marina ficou triste e sentou-se num canto. Sofia percebeu e lembrou da história das sementinhas.

Ela se aproximou de Pedro e falou com calma:

— Pedro, lembra do que Tia Helena falou? Nossas palavras podem virar flores… ou espinhos.

Pedro olhou para Marina, que estava com os olhos cheios de lágrimas. Naquele momento ele percebeu que suas palavras tinham sido como espinhos.

Ele respirou fundo e foi até ela.

— Marina… me desculpa. Eu falei sem pensar. Você quer ajudar a construir o castelo?

O rosto de Marina se iluminou como se o sol tivesse aparecido dentro da sala.

— Quero sim!

Logo os três estavam construindo juntos, e o castelo ficou ainda mais bonito.

A lição da evangelização

Quando voltaram para a roda, Tia Helena perguntou:

— Alguém percebeu como usamos as palavras hoje?

Sofia levantou a mão e contou o que aconteceu.

Tia Helena explicou:

— A doutrina espírita nos ensina que nossos pensamentos e palavras são energias. Quando falamos com bondade, espalhamos luz. Quando falamos com raiva, espalhamos tristeza.

Lucas perguntou:

— Então nossas palavras também ajudam os espíritos bons?

— Sim — respondeu Tia Helena. — Quando falamos com amor, os bons espíritos se aproximam e ajudam a manter a paz.

Pedro levantou a mão:

— Hoje eu falei palavras com espinhos… mas depois tentei plantar flores.

Tia Helena sorriu.

— E isso é muito importante! Todos nós estamos aprendendo. O importante é sempre escolher palavras que façam o bem.

O combinado das crianças

Antes de ir embora, as crianças fizeram um combinado:

Sempre que fossem falar com alguém, perguntariam a si mesmas:

“Minha palavra vai machucar… ou vai ajudar?”

E assim, domingo após domingo, aquelas crianças foram aprendendo que as palavras também podem ser um ato de caridade.

Porque, como ensinou Jesus e recorda a doutrina espírita:

Uma palavra de amor pode iluminar o coração de alguém.

Carlos Pereira 



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