terça-feira, 14 de maio de 2024

Lição da generosidade

 










Leonardo, de doze anos, era um garoto muito inteligente, estudioso e gostava de aprender. Sempre que aparecia algo desconhecido, curioso, procurava informar-se.

Estava sempre com um livro na mão, lendo; ou desmontando um aparelho quebrado para conhecer suas peças e saber como funcionava para tentar consertar.

Na escola era sempre o primeiro aluno da classe e os demais o admiravam.

No entanto, Leonardo tinha um grave defeito: não gostava de repartir o que sabia.

Quando um dos amigos pedia uma explicação sobre qualquer matéria, afirmando não ter entendido direito, ele respondia de cabeça erguida:— Eu não! Procure se informar, preguiçoso! Pegue o livro e leia!

E assim acontecia sempre que alguém lhe pedia ajuda. Nunca estava disponível.

Aos poucos, em virtude do seu orgulho e egoísmo, os colegas e amigos se afastaram dele. Ao ver-se sozinho, Leonardo estranhou a atitude deles e um dia comentou com a mãe, chateado:

— Mamãe, eu não sei o que houve! Ninguém mais me procura! Meus amigos não vêm mais aqui em casa nem me convidam para jogar! O que será que aconteceu?!...

A mãe, que conhecia bem o filho e sua maneira de agir, considerou:

— Meu filho, várias vezes vi seus colegas o procurarem pedindo ajuda e você sempre se recusou. Será que não ficaram chateados por isso?

Ao que Leonardo respondeu, muito irritado:

— E a senhora acha que eu devia ajudá-los? Eles têm os mesmos livros e recebem as mesmas aulas que eu! Por que não aprendem? A verdade é que eles não gostam de estudar!

— Leonardo, não é preguiça. É que nem todos têm as mesmas facilidades que você. As pessoas são diferentes, muitas nem entendem o que os professores explicam em sala.

— Acha mesmo, mãe? — indagou o rapazinho, pensativo.

— Acho. E tem mais. Alguém acende uma luz e a coloca debaixo da mesa?

— Claro que não, mãe!

— Pois foi o que Jesus disse certa vez: que ninguém acende uma luz e a coloca debaixo da mesa, mas sobre ela, para que possa iluminar a todos. Essa luz de que Jesus nos fala é a do conhecimento, meu filho. O que adianta sabermos muito se, egoisticamente, não dividimos o que sabemos com alguém?

Por alguns instantes, o menino ficou calado e pensativo, depois falou:

— Entendi, mamãe. É como fazem os professores, não é? Existem pessoas de todas as áreas que dividem seus conhecimentos com outros, que, por sua vez, vão repassar a outros... Nunca tinha pensado nisso!

— Isso mesmo, meu filho. Repartimos o que temos, e recebemos o que os outros têm para nos ensinar. Há sempre uma troca constante entre as pessoas.

Leonardo prosseguiu pensando, pensando. Precisava dar um jeito de mudar essa situação que ele próprio tinha criado.

Sentia-se animado. As palavras da mãe o tinham alertado sobre seu comportamento e ele queria mudar, mas não sabia como. Até que, à noite, fazendo sua prece ele pediu auxílio a Jesus.

Na manhã seguinte Leonardo acordou sabendo o que fazer: como ele tinha afastado os amigos, agora lhe competia dar o primeiro passo para a reconciliação.

Assim pensando, ele foi à casa de cada amigo pedindo desculpas pelas suas atitudes e convidando para um jogo de futebol. E quando o amigo perguntava o dia, Leonardo explicava:

— Será no dia primeiro de janeiro! Vamos entrar no Ano Novo com o pé direito. Ano novo e vida nova!

Assim, todos foram avisados. No dia primeiro, reunidos no campinho onde costumavam jogar, dividiram os times e deram início ao jogo. Foi uma alegria estarem juntos novamente. Eles sentiam muita falta de Leonardo.

Ao acabar a partida, o resultado foi 3x1. O time de Leonardo tinha perdido. Mas isso não tinha importância. Ele sentia-se feliz, e avisou os amigos:

— Minha mãe está nos esperando em casa para um lanche. Vamos?

Todos bateram palmas. Estavam cansados, mas animados. Passaram a tarde juntos, comendo sanduíches, bolo e tomando sucos. Brincaram, correram e se divertiram. Um deles perguntou:

— Leonardo, você está diferente! O que aconteceu?

E ele respondeu:

— Eu mudei, Luiz. Antes, eu achava que todo mundo deveria aprender como eu e, muitas vezes, tratei vocês mal por isso. Agora eu sei que tudo o que temos deve ser repartido com as outras pessoas. É uma troca constante: a gente dá e recebe. Tudo no mundo funciona dessa forma! Quando isso não acontece, é como o arado que sem atividade é corroído pela ferrugem, o alimento que guardamos e acaba estragando, a roupa que não usamos e é roída pelas traças, etc.. E assim também ocorre com aquilo que sabemos; se não dividimos, acaba se perdendo. Vejam Jesus! Ele se doou por inteiro e nada recebeu dos homens, no entanto as suas lições permanecem até hoje iluminando nossos caminhos. Devemos isso à generosidade de nosso Mestre.

Todos o fitavam com admiração e respeito ao ouvi-lo falar daquela maneira. No final, os amigos se abraçaram contentes. Estavam unidos de novo e isso era muito bom!

O novo Ano começava trazendo paz, alegria e amizade entre todos. E eles entenderam que, desde que exista boa vontade, tudo pode ser modificado para melhor em nossas vidas, especialmente se considerarmos a lição da generosidade.

(Fonte: O Consolador - Revista Semanal de Divulgação Espírita - Meimei.  Célia X. de Camargo em Rolândia-PR 12/12/2011.)

 

terça-feira, 7 de maio de 2024

Missão do homem inteligente na Terra

 


A inteligência pode ser definida como a capacidade de compreender, aprender e adaptar-se ao meio. Por longos anos, e particularmente durante o século 20, acreditava-se na existência de apenas uma inteligência, que seria a denominada intelectual, encarregada da análise das coisas, dos cálculos, do conhecimento generalizado e que, mediante testes bem elaborados ( testes de QI ) , podia ser medida. No entanto, posteriormente, descobriram que existem outros tipos de inteligência, tais como: inteligência linguística  (habilidade para usar a linguagem para convencer, agradar, estimular ou transmitir ideias), inteligência musical   ( habilidade para apreciar, compor ou reproduzir uma peça musical), Inteligência espacial ( capacidade para perceber o mundo visual e espacial de forma precisa), inteligência espiritual ( capacidade para compreensão do abstrato, particularmente quando se refere aos valores da imortalidade da alma, da fé religiosa, da causalidade universal, do bem, do amor...e entendimento para escolher o caminho que nos traz autorrealização),  entre outras. Conseguir unificar as diversas inteligências num conjunto harmônico é um desafio existencial.

Jesus é o Espírito mais sábio que Deus mandou à Terra para servir de guia e modelo à humanidade.  O verdadeiro sábio não é aquele que possui diversos tipos de inteligência e um amplo conhecimento científico, mas sim o que, além dessas faculdades, adquiriu conhecimento espiritual superior para educar o seu coração e compreender a vida, a fim de transmiti-lo aos outros,  sem qualquer ideia de superioridade, reconhecendo que a luz de sua inteligência vem de Deus .  Um Espírito para ser perfeito precisa evoluir gradualmente: possuir todas as qualidades morais (por exemplo: amor, respeito, paciência, fé, perdão etc..) e saber aplicá-las; precisa também conhecer todas as ciências e todas as artes e utilizá-las para o bem. Segundo o Espírito Emmanuel, " o sentimento e a sabedoria são as duas asas com que a alma se elevará para a perfeição infinita".

O trabalho e o estudo contínuo são rotas inevitáveis na obra de elevação. O trabalho é o serviço ao semelhante. O estudo é o ato de se investir na obtenção do conhecimento. Através do trabalho, exerceremos a solidariedade e o amor ao próximo. Através do estudo, aprenderemos a discernir o erro da verdade. Amor sem estudo é comportamento unilateral, favorecendo, apenas, o coração, o sentimento, mas retardando a ascensão para Deus.  Estudo sem amor constitui, quase sempre, experiência simplesmente intelectual, podendo levar à presunção e à vaidade, ameaçando o aprendiz de queda ou fracasso.  Enquanto o homem não houver desenvolvido o senso moral, pode acontecer que se sirva da inteligência para a prática do mal.

A suprema felicidade só é compartilhada pelos Espíritos perfeitos, ou seja, pelos Espíritos puros, que não a conseguem senão depois de haverem progredido em inteligência e moralidade. O progresso intelectual e o progresso moral raramente marcham juntos, mas o que o Espírito não consegue em determinado tempo, alcança em outro, de modo que os dois progressos acabam por atingir o mesmo nível. Eis por que se veem muitas vezes homens inteligentes e instruídos pouco adiantados moralmente, e vice-versa.

Na atualidade, não há como negar as notáveis conquistas da   inteligência, responsáveis pela tecnologia e por todos os extraordinários benefícios da Ciência, tornando a vida na Terra mais confortável, com muitos   males eliminados ou contornados, propiciando   bem-estar, conforto e facilidades de todos os tipos. No entanto, não se pode desconhecer   que esses instrumentos fabulosos de que se tem utilizado o   conhecimento   são também responsáveis por   males incontáveis (1).

Referimo-nos às armas ditas   inteligentes com o seu poder de   destruição, às indústrias e aos automóveis, que causam grandes danos ao meio ambiente e à saúde humana. Ao lado das comunicações virtuais (via internet), utilizadas para espalhar notícias falsas e para prática de crimes.

Se Deus, em seus desígnios, nos fez nascer num meio onde pudemos desenvolver a nossa inteligência, é que quer a utilize para o bem de todos. O dever natural de quem sabe mais é ajudar quem sabe menos, e tornar-se responsável pelo meio onde trabalha, auxiliando no entendimento e cooperando com o progresso. Pouco importa para um homem culto a mais avançada técnica da atualidade, se ele não souber introduzir dentro de si e dos outros o sentimento do amor.   Não devemos ficar envaidecidos com a nossa sabedoria, porque a inteligência tem limites no mundo em que habitamos. A capacidade intelectual do homem terrestre é excessivamente reduzida, em face dos elevados poderes da personalidade espiritual independente dos laços da matéria. No entanto, ainda hoje, grande parte das criaturas guarda agradável sensação de superioridade quando é detentora de vasta cultura e alto grau de conhecimento.  

A inteligência é rica de méritos para o futuro, mas, sob a condição de ser bem empregada. Se todos os homens que a possuem se servissem dela para realizar a vontade de Deus, fácil seria, para os Espíritos, a tarefa de fazer que a Humanidade avance. Infelizmente, muitos a tomam como instrumento de orgulho e de perdição contra si mesmos, esquecendo-se de que ela foi concedida para a prática do bem. O homem abusa da inteligência como de todas as suas outras faculdades e, no entanto, não lhe faltam ensinamentos que o advirtam de que Deus pode retirar o que lhe concedeu.

Comentário (1): Psicografia de Divaldo Pereira Franco, na manhã de 21 de maio de 2013, em Milão, Itália. Fonte: Resenha Espírita Online. Janeiro de 2014. n° 101.

domingo, 5 de maio de 2024

As Bem-Aventuranças

 


Ordene as bem-aventuranças interpretando e relacionando de acordo com as afirmações.

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sexta-feira, 3 de maio de 2024

Aprendendo a Canção: Oração

Fechar os olhos para fazer a prece, concentrar sua atenção ao que se vai dizer a Deus é abrir o coração e deixar fluir todo o amor que temos dentro de nós em favor de nosso próximo e de nós mesmos.

A música “Oração” do grupo Evangelizar é Amar é pequenina, mas traz uma enorme mensagem da paz e da proteção que Deus nos oferta em todos os momentos.


 

quarta-feira, 1 de maio de 2024

As Parábolas de Jesus em rimas (coleção 4 volumes)

 









Sobre os livros

Esta coleção em 4 volumes oferece um material a mais para o trabalho de pais e educadores na tarefa de arregimentar a base evangélica no coração da criança, tanto no culto no lar como na evangelização espírita.

Em cada um de seus livros, encontramos 3 parábolas de Jesus, em forma de versos, e com lindas ilustrações.

As parábolas de Jesus, oferecem-nos ensinamentos simples e maravilhosos, nos convidando a interpretações lógicas e consoladoras, que vão de encontro aos nossos anseios.

Médium:  Janaína Conceição M. de Farias